terça-feira, 8 de abril de 2014

O Lótus na Lama, o Crisântemo na Geada


O caule do lótus é oco, razão pela qual, ao emergir da lama é extraordinariamente 
limpo. A flor do crisântemo é tardia, razão pela qual, ao encontrar a geada do outono, é 
extraordinariamente fresca. Quando o interior é oco, as coisas exteriores não podem 
deixar sua marca; quando a flor é tardia, a energia é plena e resistente ao frio.
O que percebo quando observo isso é o Tao do cultivo do interior e da imunidade às 
coisas exteriores. A razão pela qual a Criação pode nos constranger, a razão pela qual 
as coisas podem nos influenciar, o motivo de a calamidade poder nos ferir, não é que a 
Criação possa de fato nos constranger, nem que as coisas possam de fato nos 
influenciar, nem que a calamidade possa efetivamente nos ferir - tudo se deve à 
resposta emocional que temos diante das nossa mente, como o vento que levanta 
ondas em qualquer direção na qual sopre. Se sabemos avançar mas não sabemos ficar 
para trás, se sabemos ser impetuosos mas não sabemos ser receptivos, nós nos 
constrangemos, nos influenciamos e nos ferimos.

Se formos verdadeiramente capazes de ser de tal maneira que nada nos ocorra nem 
surja em nós nenhum pensamento, sempre claros e calmos, impávidos diante das 
coisas exteriores, imunes às influências externas, seremos como um lótus que emergiu 
da água, sem a mácula da sujeira. Se formos verdadeiramente capazes de ocultar o 
próprio talento e percepção, sendo habilidosos mas nos mostrando limitados, sendo 
sábios mas com aparência de ignorantes, agindo de modo discreto, prontos a nos 
mostrarmos flexíveis, a calamidade e a fortuna não poderão nos afetar. Seremos como o 
crisântemo no outono, infenso à geada e ao frio.

Fonte: MING. Liu-I, O Despertar para o Tao. Pensamento

terça-feira, 25 de março de 2014

A Minha Mãe Hulda (*) e Meu Filho Lucas (*)



Mãe, eu vi um pássaro voando e me lembrei de você. E o meu coração se encheu de saudade... Dos seus braços fortes me segurando no colo. Dos seus conselhos severos e de suas esperanças em meu futuro. Do quanto você teve paciência e tolerância comigo. Sabe, quando somos jovens, não sabemos o que uma mãe sente. Não valorizamos quem segura nossa barra e nos sustenta. Com o tempo, também nos tornamos pais, e aí compreendemos. A experiência transforma o olhar e faz ver além... Então, lembramos de que um dia fomos filhos. E a saudade vem de cheio, junto com o agradecimento. Mãe, ontem eu não sabia; hoje eu sei, com todo meu Ser. Com a chegada do meu filho Lucas, o vento do amor arejou meu coração. Assim como arejou seu coração, quando você me recebeu como sua filha. Fico pensando nas coisas que não são ditas entre pais e filhos. Coisas que o tempo leva na memória do vento... Coisas que não têm preço. Lembranças que viajam pela Asa do coração... Com o passar dos anos, sinto o que antes não sentia. Amando meus filhos, penso no seu amor por mim. E se isso é assim, aqui no Planeta-escola, imagino um Amor Maior, em tudo. Um Grande Coração Universal, onde pais e filhos viajam nos sentimentos reais. Fico imaginando o Poder Maior que nos colocou aqui, como pais e filhos. E elevo meus pensamentos a Ele, Pai de todos nós, agradecendo o presente. Sim, agradeço o presente de hoje ser mãe, e de um dia ter sido sua filha. Mãe, o Pássaro do Amor passou voando pelas fibras do meu coração. E ele me disse: "O Grande Espírito lhe ordenou escrever algo para os pais e filhos". Não questionei, apenas escrevi o que senti, consciente da missão. Pois sei que há um Poder Maior capaz de interligar invisivelmente as consciências. Como sei, também, que algumas palavras podem chegar no momento certo para alguém. Talvez, há corações feridos, que reconsiderem sentimentos e reúnam novamente pais e filhos. Ou, simplesmente, por entre os planos da vida, pais e filhos se toquem no infinito. Por obra e graça de um Poder Maior, isso é possível. Como é possível refletir... Sim, refletir, para recomeçar. Talvez para melhorar pais e filhos, pela vastidão do Universo criado por Deus – Todo-Poderoso: Onisciente, Onipresente e Onipotente. Então, que esses escritos viajem nas Asas do Vento, cumprindo sua função e unindo cada vez mais nossos corações.

Que o Pássaro do amor leve essas palavras a quem de direito, como deve ser... (*)

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Deixe a Raiva Secar...

 

Leiam com muita atenção...

Mariana ficou toda feliz porque ganhou de presente um joguinho de chá, todo azulzinho, com bolinhas amarelas.
No dia seguinte, Júlia sua amiguinha, veio bem cedo convidá-la para brincar.
Mariana não podia, pois iria sair com sua mãe naquela manhã.
Júlia então, pediu a coleguinha que lhe emprestasse o seu conjuntinho de chá para que ela pudesse brincar sozinha na garagem do prédio.
Mariana não queria emprestar, mas, com a insistência da amiga, resolveu ceder, fazendo questão de demonstrar todo o seu ciúme por aquele brinquedo tão especial.
Ao regressar do passeio, Mariana ficou chocada ao ver o seu conjuntinho de chá jogado no chão.
Faltavam algumas xícaras e a bandejinha estava toda quebrada.
Chorando e muito nervosa, Mariana desabafou:
"Está vendo, mamãe, o que a Júlia fez comigo?
Emprestei o meu brinquedo, ela estragou tudo e ainda deixou jogado no chão.
Totalmente descontrolada, Mariana queria, porque queria, ir ao apartamento de Júlia pedir explicações.
Mas a mãe, com muito carinho ponderou:
"Filhinha,lembra daquele dia quando você saiu com seu vestido novo todo branquinho e um carro, passando, jogou lama em sua roupa?
Ao chegar em casa você queria lavar imediatamente aquela sujeira, mas a vovó não deixou.
Você lembra o que a vovó falou?
Ela falou que era para deixar o barro secar primeiro. Depois ficava mais fácil limpar.
Pois é, minha filha, com a raiva é a mesma coisa.
Deixa a raiva secar primeiro.
Depois fica bem mais fácil resolver tudo.
Mariana não entendeu muito bem, mas resolveu seguir o conselho da mãe para a sala ver televisão.
Logo depois alguém tocou a campainha.
Era Júlia, toda sem graça, com um embrulho na mão.
Sem que houvesse tempo para qualquer pergunta, ela foi falando:
"Mariana, sabe aquele menino mau da outra rua que fica correndo atrás da gente?
Ele veio querendo brincar comigo e eu não deixei.
Aí ele ficou bravo e estragou o brinquedo que você havia me emprestado.
Quando eu contei para a mamãe ela ficou preocupada e foi correndo comprar outro brinquedo igualzinho para você.
Espero que você não fique com raiva de mim.
Não “foi minha culpa.”
"Não tem problema, disse Mariana, minha raiva já secou."
E dando um forte abraço em sua amiga, tomou-a pela mão e levou-a para o quarto para contar a história do vestido novo que havia sujado de barro.
&&&
Nunca tome qualquer atitude com raiva.
Evite a ira e rejeite a fúria; não se irrite: isso só leva ao mal.
A raiva nos cega e impede que vejamos as coisas como elas realmente são.


Assim você evitará cometer injustiças e ganhará o respeito dos demais pela sua posição ponderada e correta. 

Diante de uma situação difícil. 


Lembre-se sempre: Deixe a raiva secar

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013


✿ °•.¸
Muito Bom dia,  Bom dia,  Bommmmm Diaaaaa!!!
O futuro pertence àqueles que acreditam
na beleza de seus sonhos.
Então, bora sonhar galera, porque o ano está terminando e um novo ano já vem cheiinho de expectativas e realizações!!!

Beijos na alma
✿ °•.¸¸.•°♡⊱╮╮ Si Arian

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

12.12.13 - E Viva Nossos 31 Anos!!!


Podem existir mil obstáculos, mas nada fará com que
meu amor por ti morra.
Atravessarei até os maiores mares, mas não existirá água
suficiente que afogue o amor que sinto por você.
Subirei até a montanha mais alta do mundo, só para te ver,
e de lá gritarei seu nome para ver se me ouve, e se me ouvires,
direi uma só frase:
Eu te amo.
E quando o vento passar, levará consigo o que eu disse, e quando
ele soprar em seu ouvido, escutarás junto ao vento:
Eu te amo.
E toda vez que o vento soprar em seu ouvido, não será só apenas
o vento, mas eu dizendo que te amo.
E quando há uma história de Dois Corações, as estrelas renascem
E o espetáculo é aplaudido de pé.
A força de Dois Corações é imensa,
Ultrapassa o tempo e navega com a
Felicidade!!!
Meu pensamento focaliza alguém, esse alguém é você.
Obrigada também por ser meu esposo, meu amigo, meu irmão, meu pai, meu amante, enfim, obrigada por fazer todos esses papeis por minha causa. Eu sei, que você quer o meu bem, e saiba que eu também quero o seu. 
Parabéns a nós, felicidades mil e que Deus nos fortaleça sempre para continuarmos com a nossa história... A nós mais um brinde, 
que Deus derrame sobre tua vida as mais ricas bênçãos dos céus,
sejas muito, muito feliz, nós te amamos muito... E viva os nossos 31 anos!!!
Beijos no core

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Mito da Caverna de Platão

Mito da caverna - Conta conceitualmente o que os homens teriam dificuldades para entenderem

O mito ou “Alegoria” da caverna é uma das passagens mais clássicas da história da Filosofia, sendo parte constituinte do livro VI de “A República” onde Platão discute sobre teoria do conhecimento, linguagem e educação na formação do Estado ideal.

A narrativa expressa dramaticamente a imagem de prisioneiros que desde o nascimento são acorrentados no interior de uma caverna de modo que olhem somente para uma parede iluminada por uma fogueira. Essa, ilumina um palco onde estátuas dos seres como homem, planta, animais etc. são manipuladas, como que representando o cotidiano desses seres. No entanto, as sombras das estátuas são projetadas na parede, sendo a única imagem que aqueles prisioneiros conseguem enxergar. Com o correr do tempo, os homens dão nomes a essas sombras (tal como nós damos às coisas) e também à regularidade de aparições destas. Os prisioneiros fazem, inclusive, torneios para se gabarem, se vangloriarem a quem acertar as corretas denominações e regularidades.

Imaginemos agora que um destes prisioneiros é forçado a sair das amarras e vasculhar o interior da caverna. Ele veria que o que permitia a visão era a fogueira e que na verdade, os seres reais eram as estátuas e não as sombras. Perceberia que passou a vida inteira julgando apenas sombras e ilusões, desconhecendo a verdade, isto é, estando afastado da verdadeira realidade. Mas imaginemos ainda que esse mesmo prisioneiro fosse arrastado para fora da caverna. Ao sair, a luz do sol ofuscaria sua visão imediatamente e só depois de muito habituar-se com a nova realidade, poderia voltar a enxergar as maravilhas dos seres fora da caverna. Não demoraria a perceber que aqueles seres tinham mais qualidades do que as sombras e as estátuas, sendo, portanto, mais reais. Significa dizer que ele poderia contemplar a verdadeira realidade, os seres como são em si mesmos. Não teria dificuldades em perceber que o Sol é a fonte da luz que o faz ver o real, bem como é desta fonte que provém toda existência (os ciclos de nascimento, do tempo, o calor que aquece etc.).

Maravilhado com esse novo mundo e com o conhecimento que então passara a ter da realidade, esse ex-prisioneiro lembrar-se-ia de seus antigos amigos no interior da caverna e da vida que lá levavam. Imediatamente, sentiria pena deles, da escuridão em que estavam envoltos e desceria à caverna para lhes contar o novo mundo que descobriu. No entanto, como os ainda prisioneiros não conseguem vislumbrar senão a realidade que presenciam, vão debochar do seu colega liberto, dizendo-lhe que está louco e que se não parasse com suas maluquices acabariam por matá-lo.

Este modo de contar as coisas tem o seu significado: os prisioneiros somos nós que, segundo nossas tradições diferentes, hábitos diferentes, culturas diferentes, estamos acostumados com as noções sem que delas reflitamos para fazer juízos corretos, mas apenas acreditamos e usamos como nos foi transmitido. A caverna é o mundo ao nosso redor, físico, sensível em que as imagens prevalecem sobre os conceitos, formando em nós opiniões por vezes errôneas e equivocadas, (pré-conceitos, pré-juízos). Quando começamos a descobrir a verdade, temos dificuldade para entender e apanhar o real (ofuscamento da visão ao sair da caverna) e para isso, precisamos nos esforçar, estudar, aprender, querer saber. O mundo fora da caverna representa o mundo real, que para Platão é o mundo inteligível por possuir Formas ou Ideias que guardam consigo uma identidade indestrutível e imóvel, garantindo o conhecimento dos seres sensíveis. O inteligível é o reino das matemáticas que são o modo como apreendemos o mundo e construímos o saber humano. A descida é a vontade ou a obrigação moral que o homem esclarecido tem de ajudar os seus semelhantes a saírem do mundo da ignorância e do mal para construírem um mundo (Estado) mais justo, com sabedoria. O Sol representa a Ideia suprema de Bem, ente supremo que governa o inteligível, permite ao homem conhecer e de onde deriva toda a realidade (o cristianismo o confundiu com Deus).

Portanto, a alegoria da caverna é um modo de contar imageticamente o que conceitualmente os homens teriam dificuldade para entenderem, já que, pela própria narrativa, o sábio nem sempre se faz ouvir pela maioria ignorante.

~ João Francisco P. Cabral ~

Graduado em Filosofia pela Universidade Federal de Uberlândia - UFU
Mestrando em Filosofia pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP
Colaborador Brasil Escola
Fonte:

O Mito da Caverna em Quadrinhos

O MITO DA CAVERNA / PLATÃO (VERSÃO EM QUADRINHOS POR MAURICIO DE SOUZA)

Platão acreditava que este mundo em que vivemos não passa de

uma cópia imperfeita de um outro mundo perfeito que ele chamava 

de mundo das idéias. Aqui no mundo das aparências 

permanecemos presos às ilusões, às imagens, às opiniões, às falsas 

promessas, portanto, a tudo que aprisiona o indivíduo no erro. 

Através do mito da caverna ele ressalta o papel da filosofia de 

libertar o ser humano desses grilhões que o aprisionam, trazendo-o 

para a luz da verdade. Para Platão, o conhecimento da verdade 

proporcionado pela filosofia nos transporta do mundo das 

aparências para o mundo das idéias; da caverna para a liberdade; da

alienação para a consciência; da morte para a vida.

Uma perspectiva que o mito da caverna dá é que a todo tempo estamos em uma caverna, ou seja, estamos na escuridão que é a ignorância, pois nunca sabemos tudo o que queremos. Por exemplo, quando temos que ler um livro, mas ainda não o lemos, sabemos que nele há um conhecimento, a luz do sol pode assim ser interpretada, entretanto, ainda não foi-nos desvendado aquele conhecimento porque ainda não saímos da caverna, ainda não aprendemos o que ele tem a ensinar. Contar, aquilo que aprendemos deste livro seria voltar a caverna e tentar libertar os que estão ali. Isto vale para qualquer conhecimento que queiramos ter. Pode também ser nossa vida acadêmica; graduação, mestrado, doutorado.... sempre entrando e saindo de uma caverna...
Isto é apenas uma perspectiva de interpretação. Há uma outra dica, os bons e atenciosos professores de filosofia preferem dizer alegoria da caverna, pois o termo mito é muitas vezes compreendido erroneamente.











 

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